Pular para o conteúdo
Início » O que uma empresa precisa para receber colaboradores surdos?

O que uma empresa precisa para receber colaboradores surdos?

Empresas que já falam sobre diversidade e inclusão costumam chegar a um ponto comum. Como preparar a empresa para contratar pessoas surdas? A intenção em contratar colaboradores surdos existe, mas a prática ainda gera insegurança.

A pergunta aparece de formas diferentes para os gestores: “estamos prontos?”, “precisamos adaptar tudo antes?”, “isso é um projeto pontual ou algo contínuo?”. E essas dúvidas quase sempre vêm acompanhadas do receio de errar ou de investir sem clareza.

Estes questionamentos fazem parte da realidade de organizações que já têm alguma maturidade em diversidade, mas ainda não contam com colaboradores surdos em suas equipes.

Continue lendo para saber o que sua organização precisa para subir este degrau. E garantir acessibilidade para surdos em diferentes segmentos empresariais. Boa leitura!

O que é necessário para uma empresa receber colaboradores surdos?

Receber pessoas surdas no ambiente de trabalho não é apenas uma questão de contratação. Envolve comunicação no dia a dia das equipes, fluxos internos, processos de onboarding, reuniões, treinamentos e tomadas de decisão.

Quando esses pontos não são considerados desde o início, o impacto aparece. 

Algumas das situações que mais ocorrem, por exemplo, são: as informações que não chegam completas, a dependência excessiva de soluções improvisadas e, muitas vezes, com intérpretes despreparados. Sem contar, que essas circunstâncias geram desgaste tanto para a empresa quanto para o colaborador.

Por que a ideia de “solução pronta” em acessibilidade não funciona?

Cada empresa tem rotinas, culturas, cargos, formatos de reunião e canais de comunicação próprios. Imagina como seria a adaptação para um novo colaborador? Agora, imagina um colaborador surdo se adaptar a um novo contexto de trabalho? 

É comum as empresas buscarem soluções rápidas: contratar um serviço específico, adquirir uma ferramenta ou aplicar uma ação isolada. No entanto, a acessibilidade não é uma “solução pronta” ou um “produto fechado”.

É um processo construído dia após dia, com respeito às diferenças, inclusão genuína e acolhimento à pessoa surda.

Acessibilidade não é produto, é processo

Por falar em processo, a inclusão de colaboradores surdos acontece ao longo do tempo nas organizações. Ela envolve análise, ajustes, acompanhamento e revisão contínua.

Em qualquer empresa, os processos mudam, as equipes crescem, as lideranças se alternam e os formatos de trabalho evoluem. 

Quando a acessibilidade é tratada como processo, ela acompanha essas transformações. Por outro lado, quando é tratada como entrega pontual, ela se perde rapidamente.

Comunicação interna: onde os desafios aparecem primeiro

E é na comunicação interna que os primeiros pontos de atenção aparecem. Alguns desafios da comunicação de uma organização com colaboradores surdos costumam ser:

  • reuniões sem suporte acessível;
  • treinamentos corporativos sem interpretação de Libras;
  • comunicações importantes concentradas apenas em formatos orais;
  • lideranças sem orientação sobre como conduzir interações cotidianas.

Esses fatores não impedem a contratação de colaboradores surdos. Porém, em algum momento vão impactar, diretamente, a permanência na empresa e o desempenho deste funcionário surdo. Por isso, entenda como funciona, na prática, uma comunicação acessível para empresas inclusivas.

O papel dos intérpretes de Libras no contexto corporativo

A atuação de intérpretes de Libras em ambientes corporativos é imprescindível para a permanência saudável da pessoa surda. E este trabalho segue critérios técnicos. Alguns deles são o tempo de exposição, a complexidade dos temas, o tipo de interação e a duração das atividades dos intérpretes de Libras.

Para isso, o trabalho em dupla dos intérpretes, a preparação prévia e o alinhamento com a empresa são práticas profissionais que garantem maior segurança na comunicação.

O que acontece quando você toma decisões em cima da hora?

Quando pensamos a acessibilidade após a contratação ou próximo a eventos importantes da empresa, é comum que haja adaptações improvisadas para que a comunicação seja acessível ao colaborador surdo. 

Consequentemente, isso pode gerar sobrecarga de profissionais de interpretação de Libras, retrabalho para os gestores de recursos humanos e lideranças. Além disso, sem dúvida, vai gerar frustração para o colaborador.

Nada disso acontece por falta de intenção, mas por falta de planejamento.

Como empresas inclusivas conduzem esse processo?

Algumas empresas que já possuem a inclusão estruturada fazem mapeamento dos fluxos de comunicação antes da contratação do colaborador surdo. 

Além disso, alinham expectativas com lideranças e equipes para haver uma integração fluída com o novo colaborador. Depois disso, define formatos de suporte acessível adequados à rotina da organização e do colaborador surdo. 

E, regularmente, revisa processos. Esse cuidado cria previsibilidade e evita ajustes emergenciais na comunicação entre todos os integrantes da equipe, surdos e ouvintes.

A Lei nº 13.146/2015, também conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou Estatuto da Pessoa com Deficiência, busca promover a inclusão, igualdade de oportunidades e garantia de direitos às pessoas com deficiência.

Inclusive, no que se refere ao trabalho e ao emprego, a lei estabelece medidas para promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Por exemplo: a reserva de vagas em empresas com mais de 100 funcionários, a obrigatoriedade de acessibilidade nos locais de trabalho e a criação de programas de capacitação e reabilitação profissional.

Inclusão se constrói com decisão e continuidade

Receber colaboradores surdos é uma decisão que envolve responsabilidade. No entanto, também envolve aprendizado e evolução organizacional.

Quando a acessibilidade é tratada como processo, ela deixa de ser um ponto de tensão e passa a fazer parte da cultura da empresa.

Como a Inclua atua nesse caminho

A nossa equipe começa fazendo uma breve leitura do contexto. O objetivo é entender a empresa, seus fluxos, seus desafios e seus objetivos.

A partir disso, são estudadas as soluções mais adequadas para serem apresentadas a quem contrata. Isso é fundamental para que o trabalho seja feito com organização de equipes de intérpretes de Libras, formatos e entregas de forma integrada ao dia a dia da organização.

Sua empresa está avaliando esse caminho e quer entender como receber colaboradores surdos? Antes de mais nada, converse com a nossa equipe para evitar erros e retrabalhos posteriormente.

A Inclua pode apoiar esse planejamento de forma estruturada e alinhada ao contexto da sua empresa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *