Intérpretes de Libras nas empresas: por que a comunicação vai além da tecnologia?

Imagem tipo ilustração em estilo plano (flat design) sobre fundo cinza-claro. Dois homens aparecem em janelas que simulam telas de videochamada no computador, comunicando-se em Libras. À esquerda, um homem de pele clara e camiseta roxa gesticula com as mãos; acima dele, um balão de diálogo roxo exibe o ícone de uma mão fazendo o sinal de "Ok". À direita, um homem negro de cabelos cacheados e camiseta azul sorri enquanto sinaliza com um polegar para cima; abaixo de sua janela, um balão de diálogo azul exibe o ícone de uma mão aberta com os dedos estendidos. A finalidade dessa imagem é ilustrar o conteúdo do blog sobre intérpretes de Libras nas empresas.

Muitas empresas acreditam que para a inclusão existir basta fazer a contratação de uma pessoa surda. E os intérpretes de Libras nas empresas? Este é um ponto que, frequentemente, passa despercebido para parte delas.  Durante o processo de implantação da acessibilidade é imprescindível ampliar a visão e estender à estrutura mínima necessária para contratar profissionais surdos. De antemão, dados recentes mostram que 70% dos profissionais surdos ainda relatam barreiras linguísticas e culturais no ambiente de trabalho.  Não basta oferecer mecanismos tecnológicos ou legendas automáticas para criar a inclusão desses profissionais.  A cultura organizacional precisa se adaptar aos surdos, bem como os intérpretes de Libras nas empresas precisam integrar a dinâmica de trabalho deles. Sobre isso que vamos falar neste artigo. Fique por dentro e boa leitura! De que forma a sua empresa alcança as pessoas surdas? Enquanto profissionais surdos ainda têm que conviver com diversas barreiras linguísticas, por outro lado há um dado que chama a atenção.  Uma pesquisa recente com cerca de 100 profissionais surdos revelou que 91% deles usam Libras como principal meio de comunicação. (Miranda; Cunha, 2025) Muitos surdos têm a Libras como sua língua materna e principal forma de interação com o mundo. Em um contexto corporativo, isso significa que milhares de talentos, desde cargos de analistas a gestores de áreas, estão prontos para contribuir. No entanto, eles precisam transpor a barreira da falha na comunicação institucional. Por outro lado, esse dado também traz uma informação relevante para empresários, gestores de Recursos Humanos e de Diversidade e Inclusão. A acessibilidade não é um acessório, mas uma base de produtividade.  Isto é, já parou pra pensar em quanto sua empresa está perdendo mão de obra qualificada? E mais, a sua empresa alcança essa parcela que se comunica por Libras? É urgente pensar em projetos de acessibilidade para inclusão, de fato, dessas pessoas. Por que investir em acessibilidade com a integração de intérpretes de libras nas empresas? Por vezes, a falta de acessibilidade nas empresas nasce de uma percepção equivocada de que a comunidade de pessoas surdas e com deficiência auditiva é numericamente reduzida. Porém, os números mostram outra realidade.  Os dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do censo de 2010, dão conta de que cerca de 10 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. E aí, a pergunta que surge é qual o movimento sua empresa está fazendo para atender essa parcela da população? Sua empresa caiu na armadilha da Diversity Washing? Essa expressão – Diversity Washing – em inglês, traduzida livremente para o português, significa lavagem da diversidade. Isto é, ela quer dizer, de forma figurativa, diversidade de fachada. Se ainda ficou confuso para você, fique por aqui para entender melhor! Contratar pessoas surdas sem oferecer uma estrutura de comunicação adequada é um tipo de Diversity Washing. Para que analistas surdos, especialmente em áreas como tecnologia, possam exercer seu protagonismo, a empresa precisa garantir o direito a ambientes acessíveis, conforme a Lei 13.146/2015. Essa é a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), que considera no artigo 3 como barreiras para aplicação da lei: “IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros…”.  Dentro dos diversos tipos de barreira, são consideradas barreiras comunicacionais e na informação: “d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;”  Sendo assim, contratar profissionais surdos para cumprir quotas, mas não oferecer as ferramentas para que eles se desenvolvam, é uma forma de Diversity Washing (inclusão apenas na aparência). Quando a empresa investe num intérprete profissional, ela não está apenas “cumprindo a lei”, ela está reduzindo o turnover e aumentando a capacidade de inovação. Como isso acontece? A resposta é bem simples. Os colaboradores que se sentem compreendidos permanecem mais tempo na empresa. Consequentemente, essa realidade contribui para reduzir o turnover. Ao mesmo tempo, ocorre o aumento da capacidade de inovação. Isso significa que profissionais surdos trazem perspectivas únicas de resolução de problemas. Ou seja, garantir que a voz deles seja ouvida nas reuniões é inteligência de negócio. E essa inteligência de negócio perpassa pelo investimento em inovação. Hoje em dia, para se ter uma ideia, a inovação em tecnologia possibilita implementar acessibilidade comunicacional nos sites corporativos. Isto é um avanço, sem dúvida! Ou seja, um plugin é inserido no seu site e permite que palavras sejam traduzidas por intérpretes de Libras virtuais. Como é o caso da empresa Hand Talk que desenvolve este tipo de solução. Entenda porque a comunicação com intérpretes de Libras vai além da tecnologia Há também aplicativos para smartphones que permitem a tradução do português para língua de sinais por meio de avatares. Esta também é uma tecnologia desenvolvida pela equipe da Hand Talk.  “Mas um app de tradução não resolve?” Esta é a pergunta que muitos gestores de RH se fazem. Sem rodear, a resposta direta é: depende da situação. Vamos te apresentar dois cenários para essa explicação. Por isso, os dois formatos são importantes e complementares: investir em tecnologias que ampliem o acesso à comunicação. Mas, também, disponibilizar intérpretes de Libras humanos e qualificados para a comunicação funcionar no dia a dia do colaborador surdo. Que serviço de acessibilidade em Libras contratar para a minha empresa? Sabemos que para gestores, entender a demanda é o primeiro passo para o sucesso. Nem toda a situação exige o mesmo nível de suporte. Para ajudar o seu planeamento, dividimos as necessidades em três níveis: Como contratar intérpretes de Libras nas empresas? Infelizmente, não é tão fácil como parece se você busca qualidade e excelência. Hoje em dia, há muitos “profissionais-fake” atuando como







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